A Umbanda respeita todas as religiões, pois constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a Deus.
A Umbanda não vê cor, não vê raça, não vê status social ...
UMBANDISTA, ESTUDAR É PRECISO !
Mon 27 Dec 2010 11:33:05 | 0 comments
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UMBANDISTA, ESTUDAR É PRECISO!
Antes de tecermos comentários sobre o presente tema, exporemos três
situações, a título exemplificativo, que serão de grande valia para um
cabal entendimento do assunto a ser abordado.
CASO 1:
Mário, rapaz dotado de aflorada sensibilidade físico-espiritual que em
tese poderá levá-lo a tornar-se um bom instrumento (médium) de interação
entre o plano astral e o terreno, é levado por parentes umbandistas a
um Templo. Detectada sua capacidade mediúnica pela direção daquele
espaço de caridade, é convidado a ingressar no corpo sacerdotal da casa
pouco tempo depois. Aceita o convite. Em determinada sessão é
apresentado aos partícipes como novo membro do terreiro, no nível de
iniciante. Porém, é "jogado" dentro da corrente de trabalhos espirituais
sem os conhecimentos elementares sobre as bases, características,
diretrizes, atributos, história da religião etc.
Mario vê-se confuso diante de uma série de fatos para ele desconhecidos.
Sem convicção religiosa e consciência daquilo que faz e acontece a sua
volta, procura esclarecer-se com os integrantes da Instituição, sem,
contudo encontrar respostas ou apoio. Desestimulado, solicita exclusão
do grupo mediúnico meses depois.
CASO 2:
Tereza é umbandista há 20 anos. Labora mediunicamente com grande
seriedade e satisfação. Orgulhosa, costuma dizer que se realiza com a
religião que abraçou. Em determinado encontro social onde estavam
presentes pessoas de outros segmentos religiosos, Tereza vê-se diante de
inúmeras perguntas que lhe são dirigidas, umas por curiosidade, outras
para tentar ridicularizar a Umbanda. Nada pode fazer. Apesar de tantos
anos de religião falta-se a doutrina, o estudo, ferramentas poderosas
para enfrentar situações como a que está passando. Sente-se
desacreditada e desrespeitada em sua atividade religiosa. Como defender a
religião se não tenho os instrumentos básicos para tal? - pensa ela.
Observa então que tempo de labor mediúnico, a serenidade, a disciplina, e
as práticas de terreiro não são suficientes naquele momento para deixar
a imagem da Umbanda imaculada. A tristeza lhe invade a alma.
CASO 3:
Rogério, homem de meia-idade é médium ativo de um Templo Umbandista há
15 anos. Por meio de inspiração é informado por seu Guia Espiritual para
preparar-se, pois era chegada a hora de se fundar um terreiro. Sem
tempo a perder e com base apenas na prática que absorveu ao longo dos
anos, edifica uma pequena casa e convida alguns companheiros da religião
para a grande empreitada caritativa. O tempo passa e o número de
médiuns chega a uma quantidade considerável. Ao lado de seus antigos
companheiros co-fundadores, Rogério observa agora médiuns novos, de
diferentes idades e nível intelecto-cultural elevado. Desejosos em
conhecer os aspectos doutrinários e litúrgicos pertinentes a Umbanda,
solicitam explicações. Em situação constrangedora, o dirigente não sabe o
que dizer. Falta-se o estudo, faltam-se conceitos, falta-se à base.
Pouco a pouco alguns médiuns se afastam da casa, alguns em silêncio,
outros comentando que não poderiam continuar a fazer parte de uma
instituição religiosa de Umbanda onde o diretor material de culto,
principal referencial de segurança e esclarecimentos, não sabe elucidar o
que acontece dentro do próprio terreiro.
Os casos acima narrados, além de outros, força-nos de maneira inequívoca
a apontarmos uma triste realidade dentro do Movimento Umbandista. A
deficiência doutrinária de expressiva parte dos médiuns que compõem as
diversas correntes templárias. E esta precariedade (ou ausência) de
conhecimentos relativos à nossa religião está diretamente ligada à falta
de núcleos de estudos dentro dos terrenos de Umbanda.
Não fazemos estas afirmações com intuito de ferirmos suscetibilidades ou
condenarmos por omissão fulano ou beltrano. Deixemos que a própria
consciência daqueles que podiam ou podem mudar tal estado de coisas seja
seu julgador.
Preocupa-nos tão somente os efeitos que tal omissão tem ocasionado na
formação doutrinária dos médiuns umbandistas e dos reflexos advindos
frente às atividades mediúnico-espirituais. Porque quanto mais bem
preparado for o médium em quesitos tais como moral, caráter, doutrina
etc. mais se constituirá em eficiente instrumento para o trabalho do
mundo espiritual. Ao contrário daqueles que se eximem de suas
responsabilidades, transferindo os encargos que lhes são próprios para a
Espiritualidade, somos de opinião que o melhor caminho a seguir é
assumirmos os nossos deveres e externarmos nosso amor e fidelidade à
Umbanda, estruturando e fomentando o estudo, o debate construtivo, a
formulação de teses, seminários, e ações similares dentro dos templos de
nossa religião.
Não é demais lembrarmos que materialmente falando o grande corpo
religioso nominado Umbanda é a resultante da atividade de micro células
denominadas médiuns, que em conjunto formam as macro células, vale
dizer, os Templos. Desta forma, quanto mais bem preparados forem os
médiuns de uma Casa Umbandista, mais esta Instituição terá
respeitabilidade e credibilidade em nossa sociedade.
E se mais e mais Templos Umbandistas alcançarem tais qualificativos,
mais a Umbanda se conceituará em religião séria que é. Neste sentido, é
crucial que alguns dirigentes deixem em plano secundário ou eliminem de
suas vidas a vaidade destrutiva, o receio por novos projetos, e,
sobretudo, joguem fora a idéia de que por serem presidentes ou diretores
de culto, ou ainda terem 40, 50, ou 60 anos de Umbanda, detêm todos os
conhecimentos litúrgicos, doutrinários e magísticos, não necessitando o
auxilio de terceiros, ou de estudos para atividades religiosas práticas.
Os que assim pensam estão caminhando na direção contrária do progresso,
do aperfeiçoamento, da evolução. Invariavelmente a cada sessão ou gira, a
cada estudo, a cada permuta de idéias, a cada formulação de teorias, a
cada observação, aprendemos um pouco mais.
Uns se tornam mais esclarecidos que outros, mas ninguém é detentor de
todas as informações. A implantação de Escolas Doutrinárias, de
Iniciação, são instrumentos de grande valor para a capacitação
instrucional daqueles que desejam atuar como médiuns umbandistas.
Além disto, são nestes núcleos de formação doutrinária que se poderá
avaliar o interesse, a intenção, o caráter, a moral, e a seriedade do
candidato ao corpo mediúnico. E é aí também que o aluno começará seu
processo de consciência religiosa em relação à Umbanda, fazendo cair por
terra eventuais conceitos errôneos atribuídos à religião; terá as
informações básicas a respeito do funcionamento da Instituição, sua
ritualística, sua liturgia etc. que o proporcionará entrar no espaço de
caridade de forma tranqüila e segura, ciente de seu procedimento e do
que acontece em seu redor.
Por conta da maioria dos terreiros ainda não terem estruturado tais
escolas, o que se observa é a facilidade com que muitos candidatos ao
sacerdócio umbandista se integram a corrente mediúnica de uma Casa.
Não há um substancial cuidado em se avaliar se a pessoa é realmente
médium ou se está passando apenas por problemas obsessivos; se é uma
pessoa com bons propósitos ou se está a procura de diversão, aconchegos e
conchavos; se quer ser um digno intermediário entre o mundo espiritual e
o físico ou apenas deseja espaço para servir de passarela para sua
vaidade e o seu egocentrismo. E dizemos mais. O estudo não deve se
restringir somente aos iniciantes na religião. Deve alcançar também
aqueles indivíduos já integrados ao colegiado mediúnico, não importando
seu tempo de casa.
Reciclagem e aprendizado periódicos serão sempre de grande relevância
para o aperfeiçoamento dos médiuns de uma coletividade umbandista.
Esperamos com estas abordagens que os responsáveis pela direção material
dos terreiros e demais médiuns que compõem a classe sacerdotal da
Umbanda se sensibilizem e sejam impelidos por suas consciências a
implantarem ou solicitarem a implantação de Escolas Doutrinárias dentro
dos espaços religiosos umbandistas.
Diga SIM ao estudo! Salve a Umbanda!
fonte:Umbanda para todos
Umbanda Online
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