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A Umbanda respeita todas as religiões, pois constituem os diversos caminhos de evolução espiritual que conduzem a Deus. A Umbanda não vê cor, não vê raça, não vê status social ...






AS DIFERENÇAS ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE :

A religião não é apenas uma, são centenas.

A espiritualidade é apenas uma.

A religião é para os que dormem.

A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o quefazer, querem ser guiados.

A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.

A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.

A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.A espiritualidade lhe dá Paz Interior.

A religião fala de pecado e de culpa.A espiritualidade lhe diz: “aprende com o erro”.

A religião reprime tudo, te faz falso.A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!

A religião não é Deus.A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.

A religião inventa.A espiritualidade descobre.

A religião não indaga nem questiona.

A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.

A espiritualidade é Divina, sem regras.

A religião é causa de divisões.

A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.

A espiritualidade você tem que buscá-la.

A religião segue os preceitos de um livro sagrado.

A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.

A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.

A religião faz viver no pensamento.

A espiritualidade faz Viver na Consciência.

A religião se ocupa com fazer.

A espiritualidade se ocupa com Ser.

A religião alimenta o ego.

A espiritualide nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.

A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.

A religião é adoração.

A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.

A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.

A religião vive no passado e no futuro.

A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.

A espiritualidade liberta nossa Consciência.

A religião crê na vida eterna.

A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.


A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida e noutro plano também!






AS DIFERENÇAS ENTRE RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE :

A religião não é apenas uma, são centenas.

A espiritualidade é apenas uma.

A religião é para os que dormem.

A espiritualidade é para os que estão despertos.

A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o quefazer, querem ser guiados.

A espiritualidade é para os que prestam atenção à sua Voz Interior.

A religião tem um conjunto de regras dogmáticas.

A espiritualidade te convida a raciocinar sobre tudo, a questionar tudo.

A religião ameaça e amedronta.A espiritualidade lhe dá Paz Interior.

A religião fala de pecado e de culpa.A espiritualidade lhe diz: “aprende com o erro”.

A religião reprime tudo, te faz falso.A espiritualidade transcende tudo, te faz verdadeiro!

A religião não é Deus.A espiritualidade é Tudo e portanto é Deus.

A religião inventa.A espiritualidade descobre.

A religião não indaga nem questiona.

A espiritualidade questiona tudo.

A religião é humana, é uma organização com regras.

A espiritualidade é Divina, sem regras.

A religião é causa de divisões.

A espiritualidade é causa de União.

A religião lhe busca para que acredite.

A espiritualidade você tem que buscá-la.

A religião segue os preceitos de um livro sagrado.

A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros.

A religião se alimenta do medo.

A espiritualidade se alimenta na Confiança e na Fé.

A religião faz viver no pensamento.

A espiritualidade faz Viver na Consciência.

A religião se ocupa com fazer.

A espiritualidade se ocupa com Ser.

A religião alimenta o ego.

A espiritualide nos faz Transcender.

A religião nos faz renunciar ao mundo.

A espiritualidade nos faz viver em Deus, não renunciar a Ele.

A religião é adoração.

A espiritualidade é Meditação.

A religião sonha com a glória e com o paraíso.

A espiritualidade nos faz viver a glória e o paraíso aqui e agora.

A religião vive no passado e no futuro.

A espiritualidade vive no presente.

A religião enclausura nossa memória.

A espiritualidade liberta nossa Consciência.

A religião crê na vida eterna.

A espiritualidade nos faz consciente da vida eterna.

A religião promete para depois da morte.


A espiritualidade é encontrar Deus em Nosso Interior durante a vida e noutro plano também!




UMBANDISTA, ESTUDAR É PRECISO!


Antes de tecermos comentários sobre o presente tema, exporemos três
situações, a título exemplificativo, que serão de grande valia para um
cabal entendimento do assunto a ser abordado.

CASO 1:
Mário, rapaz dotado de aflorada sensibilidade físico-espiritual que em
tese poderá levá-lo a tornar-se um bom instrumento (médium) de interação
entre o plano astral e o terreno, é levado por parentes umbandistas a
um Templo. Detectada sua capacidade mediúnica pela direção daquele
espaço de caridade, é convidado a ingressar no corpo sacerdotal da casa
pouco tempo depois. Aceita o convite. Em determinada sessão é
apresentado aos partícipes como novo membro do terreiro, no nível de
iniciante. Porém, é "jogado" dentro da corrente de trabalhos espirituais
sem os conhecimentos elementares sobre as bases, características,
diretrizes, atributos, história da religião etc.

Mario vê-se confuso diante de uma série de fatos para ele desconhecidos.
Sem convicção religiosa e consciência daquilo que faz e acontece a sua
volta, procura esclarecer-se com os integrantes da Instituição, sem,
contudo encontrar respostas ou apoio. Desestimulado, solicita exclusão
do grupo mediúnico meses depois.

CASO 2:
Tereza é umbandista há 20 anos. Labora mediunicamente com grande
seriedade e satisfação. Orgulhosa, costuma dizer que se realiza com a
religião que abraçou. Em determinado encontro social onde estavam
presentes pessoas de outros segmentos religiosos, Tereza vê-se diante de
inúmeras perguntas que lhe são dirigidas, umas por curiosidade, outras
para tentar ridicularizar a Umbanda. Nada pode fazer. Apesar de tantos
anos de religião falta-se a doutrina, o estudo, ferramentas poderosas
para enfrentar situações como a que está passando. Sente-se
desacreditada e desrespeitada em sua atividade religiosa. Como defender a
religião se não tenho os instrumentos básicos para tal? - pensa ela.
Observa então que tempo de labor mediúnico, a serenidade, a disciplina, e
as práticas de terreiro não são suficientes naquele momento para deixar
a imagem da Umbanda imaculada. A tristeza lhe invade a alma.

CASO 3: 
Rogério, homem de meia-idade é médium ativo de um Templo Umbandista há
15 anos. Por meio de inspiração é informado por seu Guia Espiritual para
preparar-se, pois era chegada a hora de se fundar um terreiro. Sem
tempo a perder e com base apenas na prática que absorveu ao longo dos
anos, edifica uma pequena casa e convida alguns companheiros da religião
para a grande empreitada caritativa. O tempo passa e o número de
médiuns chega a uma quantidade considerável. Ao lado de seus antigos
companheiros co-fundadores, Rogério observa agora médiuns novos, de
diferentes idades e nível intelecto-cultural elevado. Desejosos em
conhecer os aspectos doutrinários e litúrgicos pertinentes a Umbanda,
solicitam explicações. Em situação constrangedora, o dirigente não sabe o
que dizer. Falta-se o estudo, faltam-se conceitos, falta-se à base.
Pouco a pouco alguns médiuns se afastam da casa, alguns em silêncio,
outros comentando que não poderiam continuar a fazer parte de uma
instituição religiosa de Umbanda onde o diretor material de culto,
principal referencial de segurança e esclarecimentos, não sabe elucidar o
que acontece dentro do próprio terreiro. 

Os casos acima narrados, além de outros, força-nos de maneira inequívoca
a apontarmos uma triste realidade dentro do Movimento Umbandista. A
deficiência doutrinária de expressiva parte dos médiuns que compõem as
diversas correntes templárias. E esta precariedade (ou ausência) de
conhecimentos relativos à nossa religião está diretamente ligada à falta
de núcleos de estudos dentro dos terrenos de Umbanda.

Não fazemos estas afirmações com intuito de ferirmos suscetibilidades ou
condenarmos por omissão fulano ou beltrano. Deixemos que a própria
consciência daqueles que podiam ou podem mudar tal estado de coisas seja
seu julgador.

Preocupa-nos tão somente os efeitos que tal omissão tem ocasionado na
formação doutrinária dos médiuns umbandistas e dos reflexos advindos
frente às atividades mediúnico-espirituais. Porque quanto mais bem
preparado for o médium em quesitos tais como moral, caráter, doutrina
etc. mais se constituirá em eficiente instrumento para o trabalho do
mundo espiritual. Ao contrário daqueles que se eximem de suas
responsabilidades, transferindo os encargos que lhes são próprios para a
Espiritualidade, somos de opinião que o melhor caminho a seguir é
assumirmos os nossos deveres e externarmos nosso amor e fidelidade à
Umbanda, estruturando e fomentando o estudo, o debate construtivo, a
formulação de teses, seminários, e ações similares dentro dos templos de
nossa religião.

Não é demais lembrarmos que materialmente falando o grande corpo
religioso nominado Umbanda é a resultante da atividade de micro células
denominadas médiuns, que em conjunto formam as macro células, vale
dizer, os Templos. Desta forma, quanto mais bem preparados forem os
médiuns de uma Casa Umbandista, mais esta Instituição terá
respeitabilidade e credibilidade em nossa sociedade.

E se mais e mais Templos Umbandistas alcançarem tais qualificativos,
mais a Umbanda se conceituará em religião séria que é. Neste sentido, é
crucial que alguns dirigentes deixem em plano secundário ou eliminem de
suas vidas a vaidade destrutiva, o receio por novos projetos, e,
sobretudo, joguem fora a idéia de que por serem presidentes ou diretores
de culto, ou ainda terem 40, 50, ou 60 anos de Umbanda, detêm todos os
conhecimentos litúrgicos, doutrinários e magísticos, não necessitando o
auxilio de terceiros, ou de estudos para atividades religiosas práticas.

Os que assim pensam estão caminhando na direção contrária do progresso,
do aperfeiçoamento, da evolução. Invariavelmente a cada sessão ou gira, a
cada estudo, a cada permuta de idéias, a cada formulação de teorias, a
cada observação, aprendemos um pouco mais.

Uns se tornam mais esclarecidos que outros, mas ninguém é detentor de
todas as informações. A implantação de Escolas Doutrinárias, de
Iniciação, são instrumentos de grande valor para a capacitação
instrucional daqueles que desejam atuar como médiuns umbandistas.

Além disto, são nestes núcleos de formação doutrinária que se poderá
avaliar o interesse, a intenção, o caráter, a moral, e a seriedade do
candidato ao corpo mediúnico. E é aí também que o aluno começará seu
processo de consciência religiosa em relação à Umbanda, fazendo cair por
terra eventuais conceitos errôneos atribuídos à religião; terá as
informações básicas a respeito do funcionamento da Instituição, sua
ritualística, sua liturgia etc. que o proporcionará entrar no espaço de
caridade de forma tranqüila e segura, ciente de seu procedimento e do
que acontece em seu redor.

Por conta da maioria dos terreiros ainda não terem estruturado tais
escolas, o que se observa é a facilidade com que muitos candidatos ao
sacerdócio umbandista se integram a corrente mediúnica de uma Casa.

Não há um substancial cuidado em se avaliar se a pessoa é realmente
médium ou se está passando apenas por problemas obsessivos; se é uma
pessoa com bons propósitos ou se está a procura de diversão, aconchegos e
conchavos; se quer ser um digno intermediário entre o mundo espiritual e
o físico ou apenas deseja espaço para servir de passarela para sua
vaidade e o seu egocentrismo. E dizemos mais. O estudo não deve se
restringir somente aos iniciantes na religião. Deve alcançar também
aqueles indivíduos já integrados ao colegiado mediúnico, não importando
seu tempo de casa.

Reciclagem e aprendizado periódicos serão sempre de grande relevância
para o aperfeiçoamento dos médiuns de uma coletividade umbandista. 

Esperamos com estas abordagens que os responsáveis pela direção material
dos terreiros e demais médiuns que compõem a classe sacerdotal da
Umbanda se sensibilizem e sejam impelidos por suas consciências a
implantarem ou solicitarem a implantação de Escolas Doutrinárias dentro
dos espaços religiosos umbandistas.

Diga SIM ao estudo! Salve a Umbanda!

fonte:Umbanda para todos

Umbanda Online




Atualmente muitos adeptos da Umbanda não vivem para Ela, mas sim, dela vivem.
Longe de mim condenar quem depende da Umbanda para poder ganhar seu pão de cada dia. Cito por exemplo as centenas de lojas especializadas em
suprimentos para a prática da nossa Fé. Vão desde pequeninas lojas na
periferia, até verdadeiros magazines luxuosos. Mas na verdade,
freqüentar algumas dessas lojas é fascinante e contagiante,
particularmente esqueço da vida quando estou dentro das lojas, pois
sinto vontade de comprar um monte de acessórios. Mas não é esse tipo de
comércio que preocupa, até porque são extremamente necessários a prática
da nossa Fé, mas sim refiro-me ao monte de ofertas que podemos
encontrar na internet de cursos e treinamentos abordando todos os
assuntos que compõem a Umbanda. Por algumas centenas de Reais, uma
pessoa inexperiente poderá ser tornar em pouco tempo um mestre
conhecedor de todos os rituais Umbandistas.


Existe de tudo, treinamentos aos finais de semana, cursos rápidos, palestras, encontros, e tudo com certificado de participação. Os temas abordados são abrangentes, uma vez
que permite que o participante passe a “compreender” toda a
ritualística, e claro, saber utilizar-se dela no terreiro. Está aí uma
forma de codificar a Umbanda, uma vez que todos que participam desses
cursos irão conduzir seus trabalhos de maneira semelhante, imagino.


Nota: Apenas me antecipando as suas críticas, quero afirmar que nada
tenho contra a informação séria.


Na Umbanda a oferta de literatura informativa não é muito farta, porém podemos encontrar livros muito bons, mas também estão nas prateleiras
aqueles livros milagrosos que ensinam a se tornar médiuns, a fazer
curas, magia, benzimentos, oferendas…. Ufa!!…. tem de tudo! Sei que o
tema é contagiante e muito envolvente, mas não podemos esquecer que é lá
no terreiro onde está a maior fonte de sabedoria. Evidentemente que
devemos nos instruir, mas sejamos cautelosos com aqueles que apenas
vivem da Fé.
Ontem, lá no terreiro…. Pai Guiné deu uma baforada em minha direção e disse: Sente-se meu filho…. tenho muito a lhe ensinar……



por: Wilson de Omulu





MELHORANDO NOSSOS ATENDIMENTOS


Pequenas sugestões para melhorar nossos atendimentos mediúnicos


Ter a oportunidade de conversar com uma entidade incorporada em um
médium comprometido com a espiritualidade é um privilégio para o
consulente, para o médium e até mesmo para o próprio guia.
Independentemente da condição em que nos encontramos todos, sem exceção,
estamos em evolução e o que diferencia a evolução de cada um são nossos
pensamentos, sentimentos, palavras e ações, enfim, as atitudes e
posturas do nosso cotidiano.

Quando vamos ao terreiro sempre vamos em busca de algo e muitas vezes
esquecemos que esse algo não vai vir de fora, não vai cair do céu. Com
certeza vai depender do nosso merecimento e do nosso trabalho. Outra
coisa comum de se esquecer é que nenhuma situação se forma da noite para
o dia.

São longos períodos sem ação e sem reflexão que exigem persistência e
equilíbrio para superação das condições adversas. Dificilmente uma
situação que demorou muito tempo para se formar se resolverá numa única
consulta mediúnica.

Dependendo da ótica que você lê esse texto pode ficar a impressão de
passividade e de que sempre estamos errados. Que temos que ter
paciência, que temos que ser resignados.

Sim, temos que trabalhar tudo isso, mas se você, assim como eu, prefere
ter uma atitude mais participativa, mais ativa, podemos pensar em
algumas ideias para melhorar nossos atendimentos com os guias
espirituais.

Algumas sugestões:

1) Organize seus pensamentos
– Antes mesmo de chegar ao terreiro vá pensando nas suas prioridades.
Durante a abertura dos trabalhos concentre-se e reflita (obviamente em
silêncio) sobre o que você almeja e o que realmente você foi fazer lá.
Na frente do guia sabemos que muitas vezes dá o “branco” e nem sabemos
direito o que falar, mas se já é difícil pra gente imagina para o guia
entender o que passa dentro da nossa cabeça tendo ainda o médium como
intermediário. Não duvido da capacidade da entidade, porém se podemos
facilitar pra quê complicar? Uma boa consulta não é aquela que demora
horas e sim aquela que é objetiva.

2) Carregue somente sua cruz
– Estamos sempre pensando nos outros, nos nossos familiares, amigos ou
mesmo inimigos. Concentre-se em você. Não, isso não é egoísmo, é um
caminho para solução dos problemas, primeiro porque você não interfere
no livre arbítrio de terceiros e segundo porque é você quem está lá e
não os outros. Sei que pode parecer cruel “deixar de pensar nas pessoas”
mas não dá para tirar os outros do buraco se você ainda estiver dentro
dele. O máximo que vai acontecer é os outros subirem sobre você para
tentarem sair do buraco. De forma prática, acenda somente suas velas,
prepare somente seus banhos, faça somente suas orações e trabalhe seu
íntimo. Nem precisa dizer que trocar informações sobre sua consulta com o
próximo é tão idiota quanto usar a receita médica de outro paciente
para curar a sua doença. Não sejamos hipócritas, se um quinto das
pessoas realmente pensasse e agisse em prol do próximo nossa a sociedade
seria outra.

3) Vista-se adequadamente
– Grande parte da população normal usa trajes de acordo com a situação
ou ocasião. No matrimônio utilizam-se roupas de casamento, para nadar
utilizam-se trajes de banho e é assim para o trabalho, para dormir, para
passear no parque ou praticar esportes. Seguindo o mesmo raciocínio
seria natural ir ao templo religioso com roupas adequadas para isso, ou
seja, claras e sem decotes. Sim, vivemos num país predominantemente
tropical e o calor beira ao absurdo, mas nada impede você de levar uma
camiseta branca na sua bolsa ou mala e vesti-la instantes antes do
atendimento. Não fique preocupado se essa camiseta extra combina com o
restante de seu traje, o atendimento é para o espírito e não para a
etiqueta da vestimenta. Terreiro não é passarela ou lugar de “azaração”.

4) Não seja curioso
– Durante o atendimento procure prestar o máximo de atenção no que está
sendo dito para você. Não tente escutar conversas de outras consultas e
nem fique olhando para o que acontece do lado, mesmo que seja um
descarrego daqueles “bem barulhentos”. Quanto mais atenção você prestar
no guia que está falando com você mais rápida e eficiente será sua
consulta, você terá menos dúvidas e, de quebra, você não leva pra casa
carga dos outros consulentes devido ao merecimento por ser xereta.

5) Não fique de sacanagem
– se você não puder fazer os banhos, defumações, oferendas e tudo mais,
diga logo ao guia. Ele não vai te bater e nem ficar ofendido. Juntos
vocês vão buscar outras alternativas viáveis. Agora se você se
comprometeu a fazer o que lhe foi proposto então FAÇA e FAÇA DIREITO.
Tudo que lhe é passado para fazer em um atendimento tem um propósito, um
objetivo e muito provavelmente tem prazo de validade. Não dá para fazer
neste carnaval o que foi pedido na Páscoa do ano passado. Ah, e tem
outra… não fazer e falar que fez é tão infantil quanto dizer que
estudou pra prova e na hora H ganhar aquele zero. Mais cedo ou mais
tarde a verdade aparece e quem sofre as maiores consequências é você e
as pessoas que gostam realmente de você.

6) Vibre sempre energias positivas
– O número da sua ficha de atendimento é 80 e ainda estão chamando o
número 10? Parabéns! Isso significa que você terá mais tempo para
refletir e pensar em como melhorar sua vida rezando num templo
religioso! Reclamar, ficar levantando para fazer nada, cochichar e falar
sobre futilidades é um grande favor que você faz ao baixo astral. Sim,
toda energia trabalhada tem que fluir para algum lugar e graças à lei da
afinidade você pode entrar no terreiro com um probleminha e sair com 80
novos problemões. Seja esperto, vibre sempre energias positivas, em
silêncio e no seu quadrado.

7) Sua consulta terminou?
Vá embora – Encontros sociais, conversas com parentes, discussões sobre
política, religião e futebol ou mesmo matar saudade de conhecidos são
coisas para serem feitas em lugares mais apropriados como uma
lanchonete, um churrasco de domingo ou mesmo lá na padaria ou no café do
supermercado 24 horas.
O baixo astral é persistente e age sempre na sutileza, portanto, quanto
menos brechas você der melhor será pra você e para os guias que se
esforçaram bastante para buscar soluções no seu atendimento. Faça por
merecer!

Procure saber mais a respeito – Há quanto tempo você é assistido num terreiro? Muito? Parabéns de novo!

Ou você está com medo de responsabilidade ou então está acomodado demais
esperando os “banhos da semana”. Procure cursos, participe dos grupos
de estudos, leia um bom livro, vá estudar! Entendendo mais sobre o
assunto aumentam as chances de você fazer mais e melhor. Os problemas
não vão acabar mas quanto mais desafios você superar nesta vida mais
pleno ficará seu espírito e maior será sua contribuição para a evolução
dos seres.

9) Contribua materialmente com seu terreiro
– Todo terreiro usa velas, pembas, ervas e artigos de charutaria. Todo
estabelecimento consome água e utiliza energia elétrica. Todo local com
muita gente precisa ser limpo também na matéria e para isso são
utilizados vassouras, panos e produtos de limpeza. O trabalho espiritual
acontece num local físico que precisa ser mantido em ordem para a boa
continuidade dos trabalhos. Converse com os responsáveis pelo seu
terreiro e veja como você pode contribuir mesmo que esporadicamente. Ao
ver uma caixa de doações não finja que não viu. Não importa o valor e
sim sua boa vontade e compreensão de que o trabalho espiritual é
grandioso e deve alcançar seu irmão, o seu próximo.

10) Não visite
– Se você está procurando um terreiro por curiosidade, pra ver como é
ou pra ver “se é bom”, por favor, não perca seu tempo. O trabalho
espiritual é voltado para quem realmente precisa, tem fé, acredita,
trabalha, tem paciência e a compreensão de que tudo que acontece na vida
é por puro merecimento. Quer resultados rápidos, amarrações e
garantias? Procure por telefones nos postes da sua cidade, com certeza
tem alguém vendendo o que você procura … só não vá falar que isso é
Umbanda ou trabalho religioso porque respeito é o mínimo que um ser
humano deve ter.

11) Confie em você mesmo e tenha fé
– ninguém é obrigado a ficar em um terreiro onde não se sinta bem, mas
ficar indo em vários terreiros ao mesmo tempo é igual a iniciar o
tratamento de uma doença em diversos médicos simultaneamente: além de
gastar tempo e dinheiro seu corpo sofre com medicamentos diferentes.
Terreiro não é hotel cuja classificação se faz por estrelas. É preciso
ter fé, acreditar, ser racional e paciente, portanto confie na sua
escolha, analise e seja crítico consigo mesmo para não perder o seu
tempo, o tempo dos médiuns e o tempo dos guias. Ir em 7 terreiros
diferentes na mesma semana significa que você, no mínimo, ocupou o lugar
de outros 6 irmãos que precisam de consulta. Não seja egoísta.

Precisamos sair da passividade e assumir uma postura mais centrada e
inteligente para fazer da nossa Umbanda uma religião de respeito.

Clareza e verdade é bom pra todo mundo e disciplina, ao contrário do que muita gente pensa, não é escravidão, é liberdade!

extraído da internet ( Umbanda Online )

Leiam a matéria publicada pelo Site CEN (Coletivo de Entidades Negras) sobre a ação violenta e inconstitucional de alguns soldados da Polícia Militar de Santa Catarina. Infelizmente, somos ainda agredidos
por aqueles que deveriam nos proteger. Esse direito à proteção é
garantido pela Constituição Brasileira.

Mesmo depois de tamanha repressão, o Blog da Tenda Caboclo Pajelança publicou o assunto na Internet: http://tendacaboclopajelanca.blogspot.com/ .





"A Tenda de Umbanda Caboclo Pajelança situada no município catarinense de Jaraguá do Sul, Santa Catarina, foi invadida por policiais militares armados, que além
de mandarem paralisar a sessão de pretos velhos, prenderam o ogan, menor
de idade e alguns frequentadores.




Abaixo, reproduzimos a carta assinada pelos nossos irmáos Átila Nunes e Átila Nunes Neto ao governador Leonel Pavan, manifestando a açao
flagrantemente inconstitucional.



CARTA DE ÁTILA NUNES E ÁTILA NUNES NETO AO GOVERNADOR DE SANTA CATARINA

SOBRE A VIOLENCIA DA POLÍCIA MILITAR CONTRA OS UMBANDISTAS



Senhor Governador de Santa Catarina Leonel Pavan,

Vossa Excelencia comanda um dos estados com maior índice de desenvolvimento humano: Santa
Catarina, hoje um sonho para milhoes de brasileiros que gostariam de aí
residir.

Quando se fala em Santa Catarina, se pensa em civilidade.

O senhor é um político experiente. Foi vereador, prefeito por tres vezes de Balneário Camboriu, deputado federal e
senador da República. É um democrata experiente na Política e na
Administraçao Pública.

Infelizmente, Senhor Governador, nos últimos dias, milhoes de brasileiros que seguem a fé umbandista,
sentem-se surpresos com a violencia da Policia Militar de seu estado.
Essa indignaçao podemos sentir principalmente na internet, onde sao
postadas mensagens de repúdio e da mais absoluta indignaçao.

O que aconteceu na noite de 26 de junho deste ano de 2010 na cidade de
Jaraguá do Sul, nos faz lembrar o Rio de Janeiro dos anos 50, quando
terreiros de Umbanda eram invadidos e seus dirigentes e médiuns presos
pela polícia, hoje, algo impensável em terras fluminenses.

Naquela noite, por volta das 8 da noite, a Tenda de Umbanda Caboclo Pajelança,
situada na Rua Adolfo Augusto Zie Mann, 342, Czerniewicz, Jaraguá do
Sul, foi invadida por doze homens do 14o Batalhao da Polícia Militar,
fortemente armados com pistolas, armas de choque, sprays de gás de
pimenta e escopetas, sob o comando do sargento Adriano, que deu voz de
prisao a diretora de culto Cristiane Tomaz de Oliveira

A sessao em homenagem aos pretos velhos foi interrompida sob a ameaça dos
policiais, determinando as dezenas de pessoas presentes que se calassem e
nao se movimentassem, sob o risco de terem que usar armas de choque e
gás, além de todos serem levados presos. Um ogan, menor de idade, foi
conduzido algemado pra o distrito policial

Dona Cristiane, a diretora de culto, tem certeza de estar sendo vítima de perseguiçao
religiosa, haja vista que os policiais militares ao chegarem ao
distrito, mostraram um abaixo assinado de vizinhos para que o centro
umbandista feche as portas e se mude do bairro.

A violencia da polícia de Santa Catarina nesse episódio ultrapassou nao apenas os
limites legais, mas, sobretudo, o bom senso, beirando a barbárie.

Depoimentos dos presentes ao culto confirmam que a invasao – absolutamente
inconstitucional flagrantemente ilegal – ocorreu em meio as ameaças dos
policiais, fazendo com que senhoras e crianças entrassem pânico,
chorando de medo. Ao questionar a razao da invasao, o ogan menor de
idade recebeu ordem para calar-se, tendo seu atabaque danificado com
violencia por um dos PMs.

Por serem sobejamente conhecidos pelas autoridades, - inclusive Vossa Excelencia - seria desnecessário invocar
os preconceitos constitucionais que garantem aos brasileiros a
“inviolabilidade da liberdade de consciencia e de crença, sendo
assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma
da lei, a proteçao aos locais de culto e a suas liturgias”

Desnecessário também, Senhor Governador, lembrar outro preceito constitucional que
estabelece que “ninguém será privado de direitos por motivo de crença
religiosa.

Ou entao, o que preceitua o Código Penal no artigo 208, que trata de ultraje a culto, seu impedimento ou sua perturbaçao,
considerando crime contra o sentimento religioso “escarnecer de alguém
publicamente, por motivo de crença ou funçao religiosa; impedir ou
perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar
publicamente ato ou objeto de culto religioso”

Saliente-se ainda, o artigo 140 do Código Penal: se a injúria consiste na utilizaçao de
elementos referentes a raça, cor, etnia, religiao ou origem, a pena é de
reclusao de um a tres anos e multa.

Finalmente, poderia ser destacada a Lei de Abuso de Autoridade (Lei No 4.898, de 9 de dezembro
de 1965) que regula o Direito de Representaçao e o processo de
Responsabilidade Administrativa Civil e Penal, nos casos de abuso de
autoridade. O artigo terceiro estabelece como abuso de autoridade
qualquer atentado a liberdade de consciencia e de crença, ao livre
exercício do culto religioso e ao direito de reuniao.

É sabido por todos, Senhor Governador, que a Lei 7.716 de 5 de janeiro de 1989
define os crimes resultantes de preconceito. O artigo primeiro diz que
“serao punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de
discriminaçao ou preconceito de raça, cor, etnia, religiao ou
procedencia nacional”. (Redaçao dada pela Lei no 9.459, de 15/05/97). O
artigo 20 é claro, ao proibir praticar, induzir ou incitar a
discriminaçao ou preconceito de raça, cor, etnia, religiao ou
procedencia nacional. (Redaçao dada pela Lei no 9.459, de 15/05/97)

Nao podemos acreditar, Governador, que o senhor deixe passar em branco, sem
uma atitude enérgica, severa, um episódio dessa natureza.

Essa violencia jurássica da Polícia Militar, ao arrepio das leis e da
Constituiçao, nao condiz com Santa Catarina. Nao condiz com a natureza
boa, generosa e fraterna do povo catarinense.

Nesse ínterim, enquanto durar as averiguaçoes dentro da Polícia Militar que pediu o
prazo inacreditável de 40 dias para chegar a uma conclusao, apesar das
dezenas de testemunhas do vilipendio religioso e do abuso de autoridade,
nos mobilizaremos nacionalmente para chamar atençao para a Polícia
Militar de Santa Catarina que reproduz práticas coercitivas do início do
século passado.

Senhor Governador, reiteramos nossa confiança no seu senso de justiça e de absoluta obediencia ao Estado de Direito em
vigor no Brasil, e consequentemente, no Estado de Santa Catarina.



ÁTILA NUNES e ÁTILA NUNES NETO

atilanunes@emdefesadaumbanda.com.br


Blog do CEN Brasil http://cenbrasil.blogspot.com/2010/07/violencia-da-pm-contra-umbanda.html





RESPOSTA DO GOVERNADOR ABAIXO - LEIAM, É IMPORTANTE !

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Como é do conhecimento de muitos umbandistas, a Tenda de Umbanda Caboclo
Pajelança
situada no município catarinense de Jaraguá do Sul, Santa
Catarina, foi
invadida por policiais militares armados no dia 26

Além de mandarem paralisar a sessão de pretos velhos, prenderam o ogan, menor de
idade e alguns frequentadores. Além disso, destruiram o
atabaque.

Essa violência policial não poderia passar impune. Nossos irmãos de fé, Átila Nunes e Átila
Nunes Neto procuraram o governador de Santa Catarina Leonel Pavan,
pedindo uma
providência enérgica contra essa violencia policial aos umbandistas.

Diante da repulsa nacional à Policia Militar catarinense, o governador Leonel Pavan
no último dia 12, ligou pessoalmente para nossos irmãos Átila
Nunes e
Átila Nunes Neto, afirmando textualmente o seguinte, solicitando essa
divulgação:

"Reconheço, como governador, que houve sim, uma absurda violência policial no ato de invasão de um culto religioso em
Santa
Catarina. Como governador, tomei medidas enérgicas que sirvam de exemplo

e
nunca mais tal fato venha a ocorrer no nosso Estado,
onde não
toleramos qualquer tipo de discriminação"

Agradecendo a intervenção do governador, o deputado Átila Nunes, disse-lhe que sua decisão, como maior autoridade daquele Estado, interromperia novas
tentativas de invasão policial nos terreiros umbandistas

Para Átila Nunes Neto, os grandes vitoriosos foram os umbandistas que se uniram em todo o país, e até
no exterior, exigindo que fosse cumprida a Constituição brasileira, que
garante
o livre exercício dos cultos religiosos.

Átila afirmou ainda que "as providências tomadas pelo governador catarinense Leonel Pavan é a prova indiscutível de que as autoridades brasileiras estão conscientes de que
existe o
Estado de Direito em nosso país, que não pode ser desafiado por
policiais a bel
prazer".

O governador agiu duramente, não permitindo que um inquérito se arrastasse por 40 dias, quando existem provas contundentes (ver fotos em anexo) de que
houve
indiscutível violência policial e vilipêndio religioso.

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++




"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.

No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me
incomodei.

No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.

No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."


Martin Niemöller, 1933




UMBANDA DENTRO DO COTIDIANO


Como sempre dizemos:

Ser umbandista dentro do terreiro é fácil, mas e fora dele?! Seguramente
isso não é nada fácil.

Como toda religião a Umbanda tem como objetivo aperfeiçoar o espírito,
que está em constante evolução. A doutrina Umbandista vem preparando
todos nós para que cada vez mais possamos melhorar conosco e com o
próximo. Então não basta ser uma pessoa caridosa, bondosa, correta só no
terreiro. Devemos dar o nosso maior exemplo fora dele.

O Umbandista não deve provar nada a ninguém, mas suas atitudes são MUITO
OBSERVADAS por todos, pois quem não conhece a Umbanda em seus reais
fundamentos acreditam que ela não passa de:

· Uma religião sem doutrina

· Não passa de puro fetiche (feitiçaria)

· De militantes ignorantes, que nada tem a oferecer a sociedade atual.

PORTANTO UMBANDISTA DE VERDADE DEVE MOSTRAR:

COM SUA CONDUTA,SUAS ATITUDES TODO O ENSINAMENTO QUE RECEBE DENTRO DO
TERREIRO, ATRAVÉS DAS ENTIDADES E DOUTRINA.
ESSE É O CAMINHO PARA FAZER A DIVULGAÇÃO E TRAZER O RESPEITO PARA A
RELIGIÃO-CIÊNCIA.

A principal missão das entidades do Movimento Umbandista é tão somente
prestar a caridade. E por sua vez, a dos médiuns também deveria ser. Mas
não apenas no terreiro, mas em todas as áreas da sua vida.

Conhecemos muitas pessoas que se dizem umbandistas, e fora do terreiro
tem uma conduta completamente contrária àquilo que pregam. Ora devemos
pelo menos ser coerentes com aquilo que falamos e fazemos, não podemos
dizer:

“Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”.

NÃO PODEMOS IR CONTRA AQUILO QUE ACREDITAMOS COMO REAL E VERDADEIRO.
AQUELES QUE AGEM ASSIM É PORQUE NÃO TEM NENHUMA CONVICÇÃO DO QUE FAZEM.


Os ensinamentos das entidades devem ser aplicados diariamente em nossas
vidas.

O médium incorporante deve registrar aquilo que seu mentor guarda em seu
subconsciente durante as consultas, p/ que ele possa aplicar tais
ensinamentos no seu dia a dia, em sua própria vida.

Nossa CARIDADE deve começar dentro de nossos lares, de nossas casas, com
nossos familiares. É COM ELES QUE TEMOS AS MAIORES DÍVIDAS. Com já
disse o sábio espírito ANDRÉ LUIZ, “os parentes são os marcos vivos das
primeiras grandes responsabilidades do ser encarnado.

Isto significa que:

Geralmente nossa família é composta por seres ligados a nós em vidas
passadas, e que tem conosco uma relação de créditos e débitos.

São nossos credores ou devedores de vidas passadas.

O lar é um templo redentor de almas endividadas. A família é o maior
meio de ajustes entre os seres espirituais.

Qual forma mais sábia de fazer com que grandes inimigos de vidas
passadas, com sentimentos recíprocos de ódio, vingança, mágoa e etc. se
aceitem? É fazendo com que em vidas futuras compartilhem da mesma
família como irmãos, pais, filhos, etc.

Conhecemos muitas pessoas que tem sérios problemas de entrosamento em
seus lares, porque algum ou alguns de seus familiares tem problemas dos
mais variados. Os mais comuns são em que o familiar é doente, tem
problemas psíquicos, psicológicos, enfim, causa transtorno a todos seus
familiares.

Nesses casos devemos conter nosso ímpeto rebelde, mantermos a calma e a
paciência e tentarmos compreendê-los da melhor forma possível. Não
devemos ser grosseiros nem estúpidos s e sim entendê-los do jeito que
são. Seguramente esses seres doentes não estariam em nossa família por
puro acaso, e sim porque alguns dos familiares têm graves débitos a
cumprir com esses seres.

Na maioria das vezes os familiares foram responsáveis por essas
anomalias em outras vidas, ou me fizeram muito mal e agora, de acordo
com a Lei Divina, devem ajudar essas criaturas a saírem da situação em
que se encontram. Não adianta ignorá-los, tratá-los mal, pois isso só
irá agravar mais ainda sua divida perante aquele ser e a sua situação
perante a Lei Kármica.

PORTANTO DEVEMOS DAR MUITO VALOR A NOSSA FAMÍLIA E AGRADECERMOS A DIVINA
OPORTUNIDADE DE PODERMOS RESGATAR COM SEUS SERES ANTIGAS DIVIDAS DO
PASSADO E FICARMOS EM EQUILÍBRIO PERANTE A LEI DIVINA.

DEVEMOS EVITAR OS GRAVES DESENTENDIMENTOS, pois agindo assim estamos
agredindo a evolução, estamos incorrendo nos mesmos erros anteriores e
dificultando ainda mais o consenso, que inevitavelmente terá que
acontecer demore quanto tempo for necessário, portanto não devemos
desperdiçar esta chance!

Devemos melhorar os contatos diretos ou indiretos com nossos pais,
irmãos, tios, primos e demais familiares para que a Lei não venha
cobrar-lhe NOVAS E MAIS ENÉRGICAS experiências em PRÓXIMAS ENCARNAÇÕES.

A Umbanda não tem normas nem Leis que inibam a liberdade de ninguém. Ela
não proíbe ninguém de fazer isso ou aquilo, ela apenas nos mostra o
caminho, e cabe a cada um de nós, segundo nosso livre arbítrio, escolher
por onde quer ir. As entidades sempre dizem:
A UMBANDA NÃO ESCRAVIZA, LIBERTA!

Ouvimos muitas pessoas dizerem: “isso minha religião não permite”, mas
será que você realmente acredita naquilo?

A Umbanda acredita na capacidade de cada um escolher seu caminho, de
saber o que realmente é ideal para si. É claro que às vezes necessitamos
de alguns esclarecimentos, de alguém para mostrar o caminho a ser
seguido, mas nunca de forma imposta. SOMOS RADICALMENTE CONTRA AQUELES
QUE DIZEM QUE TUDO ESTÁ TRAÇADO, QUE NOSSO DESTINO JÁ ESTÁ SELADO.

Ora se assim fosse, para que vivermos se somos marionetes nas mãos de um
Deus tão cruel, que nos faz sofrer para aprendermos a lição?
Acreditamos em predisposições para tais circunstancias.

Exemplo:

Uma pessoa tem predisposição para morrer de infarto. Isto é uma
predisposição, que conforme sua conduta em vida pode ocorrer ou não.

Há também aqueles que dizem saber exatamente quando vão morrer porque é
seu destino. Como já dissemos, há uma predisposição e não uma imposição.
De acordo com a nossa conduta, podemos antecipar ou prolongar a nossa
vida terrena.

Essa é a famosa LEI DO KARMA ou das CAUSAS E EFEITOS. Todos temos uma
predisposição para uma série de acontecimentos e realizações em nossas
vidas, que podem acontecer ou não de acordo com a nossa conduta enquanto
encarnados.

Infelizmente já ouvimos alguns de nossos amigos dizerem que a vida é
para ser vivida intensamente, visando apenas prazer, porque estamos aqui
a passeio. Acreditar nisso seria acreditar que

· Tudo que fazemos não tem importância como,

· Estudar, trabalhar, se aprimorar,

· Pois nada valerá quando morrermos, que tudo foi em vão.

É estar completamente sem perspectivas de encontrar um mundo melhor

· De acreditar na imortalidade do espírito,

· De acreditar na evolução.

Devemos ter ciência que a nossa estadia no planeta como encarnado é uma
benção divina. Muitos seres perdidos, emaranhados em seriíssimas
confusões, mentais e astrais, aguardam ansiosos por essa oportunidade,
visando melhorarem-se e diminuírem os débitos adquiridos em vidas
passadas.

A reencarnação é:

· Uma solução bendita,

· É a misericórdia divina,

· É a chance que Deus dá a todos os seres,

· A cada encarnação temos a oportunidade da evolução, para a libertação
do espírito.

Se estamos no corpo físico, é porque temos sérios compromissos a
cumprir. Quantos e quantos seres desencarnados atolados no mal,
gostariam de ter essa oportunidade, e reencarnar para saldar suas
dividas perante a Lei.

Só para deixar bem claro:

Se estamos encarnados: não é por acaso, temos sérios compromissos a
cumprir, muitos credores batem à nossa porta.

Então não se iluda pensando que a vida é uma eterna diversão, que
estamos aqui para gozar dos prazeres da vida terrena.

Há coisas muito mais sérias esperando por você desperte para realidade!

A doutrina de Umbanda tem justamente essa finalidade, de ajudar as
pessoas a enfrentarem os problemas do cotidiano com paz e serenidade,
colocando em pratica o que é aprendido com as entidades. Nos revela de
forma clara e simples, o modo ideal de encararmos a vida como ela
realmente é.

A nossa preocupação é dar formação espiritual, para que as pessoas
possam levar suas vidas com mais tranqüilidade, entendendo os porquês de
certas coisas acontecerem tão freqüentemente, pois tendo tais
conhecimentos, seguramente suas vidas serão mais amenas e mais
intensivamente vividas.

A intenção das entidades de Umbanda é fazer com que a vida das pessoas
possa ser compreendida de uma forma melhor, que as pessoas não encontrem
tanta dificuldade em entender as coisas que a ciência não consegue
explicar, tais como a morte, Deus e etc.

Os umbandistas não são melhores nem piores que ninguém. Não temos
qualquer vocação para “santos”. Queremos ser apenas o que somos, pessoas
normais como todas as outras, que acreditam em um Deus e na
imortalidade do espírito.

Dizemos isto porque muitas pessoas acham que ser religioso é ser santo, é
privar-se das coisas boas da vida. Conversa mole!!! Isto é pura
preguiça, é falta de coragem de encarar a vida de frente. Alguns têm até
vergonha de dizerem que freqüentam ou que são praticantes de alguma
religião. Imaginem só!...

Acreditamos que a vida material é importante, mas não teria o menor
sentido sem a vida espiritual, pois só levaremos as nossas ações, nosso
comportamento enquanto encarnados, a nossa educação espiritual será a
nossa maior riqueza.

Os mentores do Astral, irão nos direcionar após o desencarne segundo a
nossa conduta, de acordo com o grau de espiritualidade. Quando morrermos
seremos todos iguais, o que irá nos diferenciar uns dos outros é o
nosso Aura, que reflete todas as nossas ações, pensamentos, sentimentos
através de sua coloração.

Por isso é que todos deveríamos dar mais importância ao nosso lado
espiritual, nos educarmos espiritualmente.

A vida é muito boa, mas é uma etapa passageira, um dia passará. Vamos
criar dentro de nós um sentimento de AMOR AO PRÓXIMO, afinal todos nós
habitantes do planeta Terra, somos uma imensa família que resgata junto
algo que foi perdido há milhões de anos atrás, a Tradição Cósmica.

Portanto deixemos de lado as mesquinharias materiais e vamos nos
preocupar com a essência espiritual. Não devemos nos esquecer que temos
um compromisso a cumprir e um caminho a seguir. Não podemos nos deixar
levar pelas grandes ILUSÕES da vida terrena.

O que é ser uma pessoa espiritualizada?

· Ser mais compreensivo

· Ser mais gentil

· Mais atencioso com as pessoas

· Não julgar

· Se não puder ajudar, não atrapalhe.

· O bom comportamento e sentimentos só nos aproximam de BONS ESPÍRITOS.
(é a lei da afinidade)

VAMOS LÁ, NÃO CUSTA NADA TENTAR!

VOCÊ NÃO VAI SE ARREPENDER!

GRANDES AMIGOS O ESPERAM.

A UMBANDA AO ALCANCE DOS JOVENS -
Autor: Domingo Rivas Miranda Neto (ITAMIARA)




EXCESSO DE ALCOOL NA SESSÃO


Dirigir uma gira de Umbanda não é tarefa fácil.

A sensibilidade humana extrapola muitas vezes o bom senso e a habilidade
dos dirigentes. Até os dotados com essas virtudes cometem erros, às
vezes com efeitos bombásticos nos médiuns, mesmo os já desenvolvidos.

Servir bebida alcoólica à entidade requer uma série de conhecimentos
para evitar que os médiuns sofram conseqüências desastrosas,
principalmente ficar embriagado, o que quando acontece, muitas vezes
liquida a confiança de um médium.

E por que isso acontece?
Vamos esmiuçar as situações que se criam para entendermos bem.

O álcool nos trabalhos de Umbanda, entre outras funções de magia, serve
para embriagar o médium. Em tal estado acontece o deslocamento de seu
espírito, facilitando a incorporação da entidade.

Isso dentro de um trabalho organizado é inteiramente confiável, mas, em
trabalhos sem segurança e desorganizados pode gerar a penetração de
entidades atrasadas ou viciadas no alcoolismo.

Esse é um dos motivos que o médium não deve beber fora dos trabalhos.

Considerando a garantia da proteção do trabalho, o médium fica
embriagado mas dominado pela entidade.
Antes de desincorporar a entidade tira todo o efeito do álcool,
deixando o médium com o liquido ingerido mas sem o seu efeito, ou seja,
termina a embriaguez do médium.

Isso pode não acontecer se o médium, durante a incorporação, levar um
choque por um motivo qualquer, como por exemplo, alguém da hierarquia
brigar com o espírito ou manda-lo, repentinamente, desincorporar.

Isso pode impressionar o médium, pois não devemos esquecer que o normal é
que os médiuns sejam conscientes.

Quando esse enganos acontecem o médium pode ficar totalmente embriagado.


Se isso ocorrer jamais os dirigentes ou companheiros da casa devem
critica-lo, ao contrário, em casa que existe irmandade e direção segura,
o médium receberá todo o apoio pelo eventual erro.

Pelas análises podemos constatar: nem sempre a embriaguez de um médium é
ocasionado por erro seu, ao contrário, quase sempre provocado pela
falta de atenção da hierarquia, que inclusive deve recomendar aos
cambones que cuidem do excesso de bebida usada pela entidade.

Deve-se ter muito cuidado ao determinar o afastamento do espírito quando
ele ingeriu bebida alcoólica, devendo ter ao menos um tratamento gentil
que toda entidade e mesmo os médiuns merecem.

Como norma deve-se orientar os médiuns que um espírito de luz não bebe
por prazer.

O Exu Tranca Ruas das Almas sempre diz:
-·se eu quisesse beber não vinha fazer isso em terreiro de Umbanda, mas
iria buscar os alcoólatras nos bares, como fazem os obsessores comuns·.

texto extraido da internet




Mistificar, termo muito usado no Espiritismo e que na Umbanda tem sido citado com freqüência. Seu significado tem a ver com abusar da credulidade, enganar, iludir,
ludibriar. Na conversação mediúnica, corriqueiramente, na mesa espírita
ou no terreiro, considera-se mistificador o médium que finge estar dando
passagem a um espírito, fala e passa mensagens que são próprias.


Porém o assunto é muito mais complexo. Há mistificadores encarnados e desencarnados. Também estará mistificando o espírito que usa o instrumento (médium) para comunicar falácias, mentiras, no intuito de
confundir e desequilibrar. E ocorre ainda, o animismo, que é temido e
perseguido, o médium conta histórias como se fosse um outro espírito,
mas na verdade fala de si, de encarnações do passado ao qual está
ligado. Pode mesmo rir , chorar e parecer que sofre, mas é a própria
alma se manifestando. È ruim isso? Não necessariamente, apenas será
problema se o médium ficar preso ao seu animismo e não consegue se
desapegar e liberar seu “espaço perispiritual” para a aproximação de
outros espíritos.


Vamos voltar a isso depois, mas há também a necessidade do bom senso, em relação àquelas pessoas que vêem, escutam e falam coisas, mas nesse caso são verdadeiros distúrbios de ordem mental( físico) e quer às vezes
deixam de ser medicados adequadamente por se pensar que o problema é
estritamente espiritual. E em contrapartida, muitos verdadeiros médiuns
foram internados por parentes , dados como loucos.


Recentemente foi publicado em estudo realizado pelo Núcleo de Pesquisa em Espiritualidade e Saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora, comparando o comportamento de médiuns e de pessoas com transtornos
mentais, e chegaram a nove critérios utilizados para diferencia um do
outro. OS critérios encontrados nos médiuns e não nos transtornos
mentais seriam:


1) Ausência de sofrimento psicológico;
2) Ausências de prejuízos sociais e ocupacionais;
3) Duração certa da experiência
4) Atitude crítica (duvidas sobre a realidade objetivada vivência):
5) Compatibilidade com o grupo cultural ou religioso
6) Controle sobre a experiência, crescimento pessoal e atitude de
auxílio ao outro


Algumas coisas norteiam e dão certeza que não há mistificação, que é o cunho da comunicação fornecida pelos espíritos. Se sérias, elas serão coerentes, voltadas para melhorar a vida das pessoas, quer no âmbito
profissional ou familiar, conselhos e avisos sobre como progredir, mas
nunca promessas mirabolantes nem contradições ou mesmo promessas de
riquezas e atitudes que levem prejuízo a outrem. O tema sempre é
direcionado ao Bem, à Felicidade e Humildade, ou alerta sobre perigos,
conforto das dores. As palavras caracterizam-se pela simplicidade e
ausência de preconceitos, equilíbrio em todos os aspectos.


Estes espíritos, se confrontados , mantém-se firmes , se ouvem as palavras de Deus, Jesus, Maria, mantém-se confiantes, sem perturbação, mostrando que suas intenções são transparentes e benignas.

Trazemos ainda um estudo sobre as contradições das comunicações dos espíritos , confundidas às vezes com mistificação, retirado do Livro dos Médiuns capítulo XXVII:

“Passam-se no mundo dos Espíritos coisas bem difíceis de compreender.
Não tendes entre vós pessoas muito ignorantes sobre certos assuntos e
esclarecidas acerca de outros? Pessoas que tem mais juízo que instrução e
outras que tem mas espírito que juízo? Não sabeis também que alguns
espíritos se comprazem em conservar os homens na ignorância, aparentando
instruí-los, e que aproveitam da facilidade com que suas palavras são
acreditadas? Podem seduzir os que não descem ao fundo das coisas, mas
quando pelo raciocínio são levados à parede, não sustentam por muito
tempo o papel”.

È muito interessante como os espíritos que guiaram Kardec mostravam a
necessidade de muita reflexão e estudo, criticando aqueles que
criticavam o Espiritismo, pois consideravam que os seus críticos não o
conheciam suficientemente .

No mesmo capítulo citado anteriormente retiramos mais uns trechos:

“ Desejais tudo obter sem trabalho. Sabeis, pois, que não há campo onde
não cresçam as ervas, mas cuja extirpação cabe ao lavrador.
…Se os homens fossem perfeitos, só aceitariam o que é verdadeiro ( nota
minha: não haveria como enganá-los).
…O papel dos espíritos não consiste em vos informar sobre as coisas
desse mundo, mas em vos guiar com segurança no que vos possa ser útil
para o outro mundo. Quando vos falam do que a esse concerne, é que o
julgam necessário, porém não porque o peças. Se vedes nos espíritos os
substitutos dos adivinhos e dos feiticeiros, então é certo serem
enganados.”

Sobre o medo da mistificação, quer seja por espíritos encarnados ou
desencarnados,;

“Se isso (a mistificação )lhes abalasse a crença, é que não tinham
muito sólida a fé. Os que renunciam ao Espiritismo, por um simples
desapontamento, provaram não o haverem compreendido e não lhes terem
atentado na parte séria. Deus permite as mistificações, para
experimentar a perseverança dos verdadeiros adeptos e punir os que do
Espiritismo fazem objeto de divertimento”.

E o Espírito da Verdade termina com a seguinte nota:

“A astúcia dos espíritos mistificadores ultrapassa às vezes tudo o que
se possa imaginar. A arte, com que dispõe as suas baterias e combinam os
meios de persuadir, seria uma coisa curiosa, se eles nunca passassem
dos simples gracejos; porém, as mistificações podem ter conseqüências
desagradáveis para os que não se achem em guarda. Sentimo-nos felizes
por termos podido abrir a tempo os olhos a muitas pessoas que se
dignaram de pedir nosso parecer e que lhe havemos poupado ações
ridículas e comprometedoras. Entre os meios que esses espíritos
empregam, devem colocar-se na primeira linha, como sendo os mais
freqüentes, os que têm por fim tentar a cobiça, como a revelação de
pretendidos tesouros ocultos, o anúncio de herança ou outras fontes de
riquezas. Devem além disso, considerar-se suspeitas, logo à primeira
vista, as pressões com época determinada, assim, como todas as
indicações precisas, relativas a interesses materiais. Cumpre não se
dêem os passos prescritos ou aconselhados pelos espíritos, quando o fim
não seja eminentemente racional; que ninguém nunca se deixe deslumbrar
pelos nomes que os espíritos tomam para dar aparência de veracidade às
suas palavras; desconfiai das teorias e sistemas científicos ousados;
enfim, de tudo o que se afaste do objetivo moral das manifestações.

Alex de Oxóssi

Fontes :Livro dos médiuns-cap XXVII


(POVO DE ARUANDA)

Já faz algum tempo, uma antiga vizinha, sem papas na língua, me vendo sempre às voltas com atividades na Casa Espírita, um dia não resistiu e em meio a
uma conversa acabou “soltando” que eu era “muito carola!” Levando a
coisa na farra, tentei argumentar: – “Mas eu sou espírita e não
católico…” Ela aí não titubeou: “Então você é espiriteiro ! " “Ou
espiritolo, pensei eu !”

O pitoresco virou piada, mas trouxe à tona uma séria questão. Até onde nós, espíritas, estaremos descambando para o igrejismo e a
superficialidade?

Temos visto Grupos tão obcecados com assiduidade e pontualidade, tão cheios de regras, critérios, exigências, uns querendo transformar o Espiritismo
em religão, e uma intolerância tal, que mais parecem a velha e
inquisitorial igreja romana da idade média de passado escabroso.

Onde foi que perdemos o rumo da fraternidade? Que paramentos invisíveis ainda nos fazem oscilar entre a pseudo-superioridade dos sacerdotes e a
submissão dos beatos?

Em um dos costumeiros papos fraternos com minha amiga Brigitte Monfort, uma vez questionei: “Por que será que os espíritas se digladiam tanto por
cargos, até mesmo naqueles grupos minúsculos que ficam lá onde Judas
perdeu as botas?…” Bem-humorada, como sempre, ela me respondeu com uma
risadinha marota: “A briga é pelo poder sobre as almas,meu caro. Muitos
espíritas ainda se alimentam da autoridade clerical (que torturou muitos
irmãos por terem outra linha de pensamento) que tinham, quando nas
fileiras do catolicismo. O poder vicia.”

Para esse autoritarismo rançoso, o que não faltam são defesas equivocadas. Afinal, Emmanuel recomendou: “Disciplina, disciplina, disciplina.” Foi o
bastante para que instruções superiores, aplicadas a um contexto
específico, se tornassem o jargão justificador da inflexibilidade fria
que campeia em nosso meio e que vêm transformando nossas instituições –
destinadas a ser escolas do amor – em verdadeiros quartéis de controle e
enquadramento. E quantos exageros em nome da disciplina…

Certa vez, uma palestrante habitualmente pontual, chegou à nossa reunião pública em cima da hora. Estava mortificada. Por mais que tentássemos
deixá-la à vontade, repetia sem parar que “a espiritualidade tem horário
a cumprir.” Naquela noite o seu desempenho, obviamente, não foi dos
melhores, porém, é perfeitamente compreensível a reação da companheira.
Ocorre que, se os dirigentes espirituais levam em conta que estamos na
matéria, sujeitos a limitações e imprevistos comuns à vida terrena, os
dirigentes encarnados, em grande maioria, não o fazem. Numa afirmação de
poder, até mesmo inconsciente, sobretudo com relação aos médiuns,
insistem em generalizar, e saem por aí a prodigalizar suspensões ou
prescrições de inumeráveis passes e palestras doutrinárias, até que o
faltoso ou atrasadinho, supostamente reequilibrado, mas no fundo,
punido, possa então reconquistar a permissão de voltar às atividades…
Haja penitência!

Façamos o dever de casa. No Livro dos Médiuns, cap.XXIX, top. 333, ao tratar das reuniões espíritas, o codificador é muito claro: “Se bem que os
espíritos prefiram a regularidade, os verdadeiramente superiores não são
meticulosos a este ponto. A exigência de uma pontualidade rigorosa é um
sinal de inferioridade, como tudo o que é pueril.”

É preocupante, também, a falta de naturalidade com que as pessoas têm se comportado no ambiente espírita. Observa-se uma despersonalização e um
formalismo alarmantes, em lugar da camaradagem espontânea que deveria
existir entre irmãos, sem falar na falta de estudo da doutrina. Não
raro, rir e brincar inter-reuniões parece ser, implícita ou
explicitamente, proibido: “Quebra a vibração.” Cada vez mais, os
cumprimentos espontâneos e afetivos têm dado lugar a frases feitas,
piegas e que soam muito falso. Na fala, como na escrita, temos
substituído expressões carinhosas e simples do cotidiano por uma
linguagem impessoal, “santificada”, “igrejista” e obsoleta, incompatível
com os novos tempos. Ah, as palavras ensaiadas… Os gestos contidos…
Ladainhas do passado, ainda tão presentes, a nos distrair de nós mesmos…

Nas Casas Espíritas, dirigentes preocupados apenas em dirigir e coordenadores tão somente concentrados em coordenar, esquecem o
essencial: AMAR. Casas se agigantam e pessoas viram número, em ambientes
tão impecáveis quanto frios. Alguém notou a tristeza daquele
companheiro ou a ausência daquele outro? E o medo se abraçarem !
Ocupados em crescer, no quantitativo, ignoramos Kardec a recomendar
grupos pequenos e o alerta do próprio Chico, que já dizia: “Em Casa que
muito cresce o amor desaparece.”

Perdidos numa burocracia sem sentido, senhas e formulários vão aos poucos tomando o lugar do coração e transformando nossos atendimentos fraternos
em patética mistura de clínica psicológica e confessionário, onde o
indivíduo precisa seguir à risca as etapas cronometradas do tratamento
para obter “alta” ou “absolvição.” Assim, desorientados orientadores, em
tom grave e superior, seguem dando receitas iguais para problemas
diferentes. Alguém sofreu uma perda e busca notícias do ente querido
desencarnado? Que vá “baixar” noutro Centro, porque nos mais ortodoxos
ouvirá rispidamente que o telefone só toca “de lá pra cá” e fim. Quantas
vezes se ouve essa tolice (dos espiritolos) ! A alegação é que a
mediunidade não está a serviço de problemas “domésticos” e sim de coisas
mais sérias. Valei-me Chico Xavier! Quanta saudade da mediunidade a
serviço do amor, do consolo aos desesperados de toda a sorte…Dá pra
imaginar quão inferiores talvez trevosos são os espíritos que frequentam
essas casas !

Nas reuniões públicas, companheiros carrancudos às portas das cabines de passe chamam com voz cavernosa: “Os próximos!” E aquele que está indo
pela primeira vez fica a imaginar que ritual terrível deve acontecer
naquela salinha escura onde todos entram cabisbaixos, como bois para o
matadouro. Diretores severos, após comoventes preces, olham por baixo
dos óculos com olhar de censura para a mãe de alguma criança que chora,
ou pedem que se retire. Médiuns coreografados sincronizam movimentos
como se fossem clones uns dos outros. Qualquer semelhança com
farisaísmo, lamentavelmente, não será mera coincidência?

Na Evangelização, criança que chega atrasada volta; se falta muito é cortada, mesmo aquela que mais precisa da orientação e do pão. A mãe,
senhora simplória assistida pelo Grupo e que muitas vezes sequer tem o
dinheiro da passagem, ouve um duro sermão de alguém que ignora a sua
difícil realidade. Normas são normas. Quem negligenciar a freqüência dos
filhos não tem direito à cesta básica. O tom é incisivo. Muitos dirão
que é necessário usar estratégias para evangelizar “os nossos irmãos que
mais precisam”. Talvez tenham razão… Parece que só os espíritas já não
precisam mais do Evangelho…

Navegantes desatentos às ciladas da superfície, não percebemos o risco de naufrágio iminente. Parecemos surdos à conclamação do Espírito de
Verdade: “Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento” E,
indiferentes à terna advertência de José, Espírito Protetor, a nos
lembrar que “a indulgência atrai, acalma, reergue, ao passo que o rigor
desencoraja, afasta e irrita.”, até quando continuaremos atraídos pelo
canto da sereia?

Há que se ter humildade para repensar nossas práticas doutrinárias, reconhecer equívocos, resgatar a doutrina simples e libertária de Jesus.
Há que se ter coragem para mudar, para substituir a frieza dogmática
que tem nos engessado pela convivência fraterna, calorosa e solidária
que nos identificará, de fato, como cristãos redivivos.

Espíritas ou “espiritolos ”… O que temos sido? O que realmente queremos ser? Cada um se perceba e se responda.

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